quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Fragmentum X

L'esprit, la source de ces humains trésors;
Noire l'encre pour les faire prendre essor.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Ilhéus VII - Garras

Mais fundo se enterram as garras da minha insularidade,
Nestas horas embebidas em melancolia;
E minh'alma túrgida de saudade
Só nas ilhas, ao longe, espera novo dia.

Ilhéus VI - 25

Nos meus olhos de terra havia o azul
Do mar que lambe a ilha a sul;
Neles entrou por não se cansarem de buscar
O sonho infante que ali deixei afundar.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Fragmentum IX - Les étangs

De tes yeux je fais des étangs où mon âme farouche assouvit sa soif meurtrière.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Fragmentum VIII - Cemitério

Da janela, onde por vezes me quedo sozinho na fachada erma, não vejo morte; vejo apenas a dor dos vivos plasmada em lápides e mausoléus. Uma dor apaziguada, que me enternece no ar do entardecer, perfumado por flores e ciprestes docemente tristes.

sábado, 17 de Outubro de 2009

Le temps perdu

Talvez um dia olhe para dentro e saiba ver. Talvez então regresse ao mar das ilhas, aquele que banhou a minha infância e só existe dentro de mim, e nele encontre, ainda boiando, um ovo nemesiano a custo contendo a câmara magmática que é fonte pungente dos meus medos e angústias originais. Talvez um dia recupere em algumas páginas esse tempo perdido.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Fragmentum VII - Sementes aladas

(...) voláteis, como sementes aladas, milagres darwinianos, que, levadas por um vento decidido, sempre ansiassem por germinar noutro qualquer lugar diferente daquele em que foram generosamente depositadas.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ilhéus V - Longing

May i breathe anon the thick moist air ever wreathing the islands of undying green, ere my soul is shattered by the engulfing turmoil of the city where the sunlight, shining much too bright, abuses my senses.