quarta-feira, 9 de março de 2011
Catábase
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Aduersus absentiam
Era, agora mais do que nunca, para oeste que se lhe projectava a alma, agulha magnética querendo quebrar o vidro que a contém. Sepultado na cidade, sabia-o longamente distante na ilha. Quando os primeiros dedos da noite vinham apagar os espaços de azul que lhe recordavam os dois pedaços de céu profundo onde, há mais de três anos atrás, guardara o coração, forçoso se lhe tornava redefinir o processo da memória associativa, única droga eficaz no acalmar dos sintomas lancinantes da saudade. Começava então por percorrer a pele dele nas orlas das nuvens esparsas, enrubescidas pela luz marcescente de um astro já declinado. Terminava acariciando os cabelos teimosos nos contornos das sombras de árvores debruadas contra o firmamento indeciso do crepúsculo. E na fresca aragem nocturna de um inverno senil, insinuava-se sobre os lábios o beijo primaveril que prometia uma convalescença próxima.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Findchán
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Cormac - uma narrativa
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Eochaid
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ilhéus XVI - Nós
sábado, 1 de janeiro de 2011
domingo, 12 de dezembro de 2010
Ilhéus XV
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Ilhéus XIV - Cormac
No olho da tempestade
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Ilhéus XIII - Quadro outonal
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
De lassitudine
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Fragmentum XVII - Rivendell
sábado, 18 de setembro de 2010
Verba Aliena XII - Sono abismado
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vem
Como beijos que lhes desses, ligeiros;
Agitar-me em correntes de divindade branda
Como um olhar que me lançasses, doce abismo.
E, cobrindo-me do manto alvo da pele,
Alhear-me desta lonjura nédia de nada.
sábado, 4 de setembro de 2010
Fragmento XVI
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Foram dias
sábado, 3 de julho de 2010
Ilhéus XII
verso negro gravado
por um deus na paisagem.
Poeta de indizível matéria!
Cismo em mim
verso complexo tecido
por ignoto artesão
de sentidos sem palavras.
domingo, 6 de junho de 2010
O cansaço do escriba
Sínim mo phenn mbecc mbróenach
tar óenach lebor lígoll
cen scor fri selba ségonn,
dían mo chrob ón scríbonn.
Excerto de poema irlandês do século XI
Tentativa de tradução:
Estendo o meu pequeno cálamo humedecido
sobre o local de encontro de belos livros;
sem pausa para as possessões de mestres,
tão cansada de escrever, a minha mão.
sábado, 29 de maio de 2010
Idiomas imaginados
corre-lhe em vocábulos
Intensificado, no estertor
de qualquer coisa no
âmago, contra a paisagem
negra de areia jovem:
como se ali frutificasse
numa profusão de idiomas
imaginados em fonemas
vibráteis de quebranto.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Telémaco
Mário de Sá-Carneiro
Desceu a deusa a visitar-me
Travestida em Solidão glauca.
Degustava-me o coração, dizia:
- Ainda vive a tua Alma, retida
no Oceano por nove ninfas ciumosas.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Poema nemesiano incompleto aut Poema nemesiano sem solução
de uma furna de Nemésio (...)
Onde houve lava, arrefeceu num colapso
de vazio (...)
Lambo do musgo a humidade condensada
dos meus dias (...)
Por onde a luz se esgueira espreito
o Tempo que não há cá dentro e
(...)
evolou-se a morte num grito sinistro
de cagarro (...)
Sei-me homem enfraquecido
Numa cidade que já morreu.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Renúncia
Esvoaçando por aqui num tumulto cego:
A mim que não sou poeta!
Recuso, excomungo, abjuro!
Derrotados uns dispersam,
Outros vencem irredutíveis
A minha mão forçada contra papel.
E sempre a inquietante evidência:
É em mim que a noite os colhe!
sábado, 24 de abril de 2010
O lastro
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ilhéus XI - Deixei-te
Sentias na pele o mar novo tépido das ilhas.
Deixei-te estendido no basalto aquecido ao
sol e sobre o esfagno da caldeira e aquele
silêncio de ausência das coisas dos homens.
Deixei-te no ponto mais alto, na vulcânica
desolação em que te roubei um beijo que
me deste com o hálito sulfúreo da Terra
e nele o murmúrio Agora sabes quem Sou.
domingo, 18 de abril de 2010
Fragmentum XV - in manibus pectoreque
terça-feira, 13 de abril de 2010
Ilhéus X - Há na cidade uma ilha
mar profundo de azul insular.
Há urze e faias nos prédios
em metamorfose e no ar
o cheiro a terra húmida
e negra, fértil de enxofre.
Há em Lisboa uma ilha,
quando acordado esqueço a cidade.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Querem-me homem
Com sonhos que nunca sonharei.
Querem-me homem falsificado
Por desejos que em mim não ardem.
segunda-feira, 22 de março de 2010
flexo in uesperam die
e a vontade dissolvida
nas horas histriónicas
incolores do crespúsculo
troçando de um sono
que nunca chegou.
sábado, 20 de março de 2010
Previsão meteorológica
se despenham a saraiva
que me perfura o espírito
e a eléctrica descarga
que de novo o traz à vida.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Choices
sábado, 6 de março de 2010
Fragmentum XIV
quinta-feira, 4 de março de 2010
Mots d'autrui VII - O resgate do Homem
L'homme a, pour payer sa rançon,
Deux champs au tuf profond et riche,
Qu'il faut qu'il remue et défriche
Avec le fer de la raison;
Pour obtenir la moindre rose,
Pour extorquer quelques épis,
Des pleurs salés de son front gris
Sans cesse il faut qu'il les arrose.
L'un est l'Art, et l'autre l'Amour.
- Pour rendre le juge propice,
Lorsque de la stricte justice
Paraîtra le terrible jour,
Il faudra lui montrer des granges
Pleines de moissons, et des fleurs
Dont les formes et les couleurs
Gagnent le suffrage des Anges.
Baudelaire
terça-feira, 2 de março de 2010
Fragmentum XIII
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Verba aliena XI - Do conhecimento de Deus
If we cannot comprehend God in his visible works, how then in his inconceivable thoughts, that call the works into being? If we cannot understand him in his objective creatures, how then in his substantive moods and phases of creation?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Bicho assustado
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Onde a cidade é triste I - Hortas de Benfica
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Fragmentum XI
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Verba aliena X - A Furna
- Tudo fundo sonoro e emparedado -
E, rente aos tampos, ouço, ouço
Meu coração aproximado.
Mas de ouvi-o sou pálido e sem pulso:
Meu sangue foi preciso para ouvidos
E bate os mares e a terra, avulso
Nos próprios glóbulos perdidos.
Quem deseje saber o que se escuta
Nesta parede intolerável,
Veja se cabe em minha gruta:
Impenetrável! Impenetrável!
Que frios só seu chão calcaram
E sua abóbada sou eu
Nas tarde em que me levaram
Os meus amores o que era meu.
E já seu eco é uma humidade,
Leve chorume do escuro
Que se aprofunda em saudade
E em minha carne se faz muro.
Só luz dos musgos me distrai
Os olhos das naves frias
Na furna imensa em que se esvai
O fio de água dos meus dias.
Tão aflorada e tão profunda,
Tão bela no pedraço e na leveza,
Tão forte nas marés de que se inunda,
Aberta ao mar e à lua acesa!
Seus corredores complicam-me na sombra,
Um dedal de silêncio abre uma pedra,
Rorejam gotas para alfombra
Do vácuo de alma que lá medra.
De líquenes veste o sonho a aurora
Que dificulta o poço poço;
A lágrima enche de hora a hora
O copo ao menino e moço.
Mas estrias de lava, quem lhe entende,
Se ali riscou fogo vermelho
Alto sinal que só acende
Meu coração, palheiro velho?
E estalactites, estalagmites,
Correspondências aguçadas,
Enxofre, bafio, pirites,
Homens fugidos, mulheres choradas.
Vai o escuro furando o poço ardente,
Ouvem-se no oco as águas:
Ah, que barulho frio e imoto
Enruga a minha vida quente,
O meu secreto lençol de águas
Em que, nenúfar, bebo e broto!
A furna trava de mistério:
Sua garganta aberta ao dia
Calou o íntimo minério
Da minha estreme poesia.
Cala-o para que eu próprio vá batendo,
Dos martelos comuns abandonado,
O possível no opaco de atro urdume:
Que eu levo fogo pegado
E ninguém me pega lume.
Mas, se ardido por mim, me devo só,
A escravidão que tenho ei-la diuturna:
É estar aqui, de ouvido impresso em pó,
A ouvir-me velho ouvindo a furna.
Vitorino Nemésio
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ilhéus IX - Insula beati
pelos laivos róseos de um amanhecer.
Para o mar sopram elísias brisas
das colinas delicadas e os vales
apetecem jardins de delícias.
Ilha! que de mim fazes bem-aventurado!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Fragmentum azoricum
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Insónia
o Sono no negrume
de uma noite inerte
que logo o devorou.
E eu abandonado ao queixume
do dia que nada reverte.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Ilhéus VIII - O tanque
Regou-me a memória.
Ah, saudoso fantasma!
O portão de madeira dá para o carreiro de bagacina;
Passo a ameixoeira e a loja da velha casa,
Mas é ante a abertura do tanque que esta visão pasma,
E eu, nela empoleirado, à água escura jogo a minha mão pequenina.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Sem título
Perdoa-me as vezes que renunciei à tua luz,
Queimado da dor exigente que é a do amor.
Mas fica sabendo que agora rojo a cruz
De ter desejado noutro céu tão falso arrebol.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ilhéus VII - Garras
Nestas horas embebidas em melancolia;
E minh'alma túrgida de saudade
Só nas ilhas, ao longe, espera novo dia.
Ilhéus VI - 25
Do mar que lambe a ilha a sul;
Neles entrou por não se cansarem de buscar
O sonho infante que ali deixei afundar.
domingo, 1 de novembro de 2009
Fragmentum IX - Les étangs
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Fragmentum VIII - Cemitério
sábado, 17 de outubro de 2009
Le temps perdu
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Fragmentum VII - Sementes aladas
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Ilhéus V - Longing
domingo, 30 de agosto de 2009
Ilhéus IV - Le trou
Quand le coeur triste devient vilain caillou?
Tous ces erreurs alourdissent son corps:
Il fallait d'abord se tenir debout.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Lamento continental de um ilhéu.
lá onde o Tejo espraia sua foz urbana,
e a ampla arriba encara o astro cadente,
inclino-me sobre a verde onda, banhando a turba humana;
Em terras do Austro, terra ruiva e olente,
manancial da porção do meu sangue arcana,
lá onde o Arade lodoso se lança indolente,
na verde onda despejo minh'alma que da saudade emana.
À verde onda imploro que célere a conduza
ao oceano azul, onde na bruma mora a musa
das ilhas encobertas que forjaram o meu Ser.
Nas veias mortificadas já se vai secando a lava,
e fenece a urze que na pele as suas raízes crava,
até que de novo à terra negra minh'alma vá beber.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A Baudelaire
C'est le Satan de tes litanies qui me guette dans l'ombre!
Da pele escorrem-me córregos de minh'alma moribunda,
Quand m'oppresse la cadence de ton horloge, ô poète sombre!
domingo, 12 de julho de 2009
Fragmentum VI
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Verba aliena IX - Sensualidade
terça-feira, 30 de junho de 2009
Fragmentum V
aquele intenso arrebol.
No horizonte onde nasce o Tejo,
derramava seu sangue o sol.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
À un gentil belge
On causait sous un tiède soleil printanier
Moi, de mon français si souvent hésitant,
Toi, avec cette gentillesse qui m'a toujours tant rassuré!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Estilhaços de um dia
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Pequena memória insular
segunda-feira, 15 de junho de 2009
2 anos
de te envolver se desprende desmesurada,
e dos meus lábios, esvoaçando, um beijo fremente
parte ao encontro da tua pele bem amada.
Estagna-se-me a alma no azul olhar inocente,
enquanto o corpo segue a minha mão açodada,
discorrendo sobre o teu peito cedente
ao furor de uma Vénus desbridada.
Envoltos no olente humor amoroso,
exsudado pela mistura de corpos e almas,
cumpre-se o sentimento a custo conquistado;
É que nos agarramos a este amor nem sempre ditoso,
por incompreensão lançado em dolentes chamas.
Mas aos que verdadeiro o têm espera-os um doce fado.
Táim i ngrá leat.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Mots d'autrui VI - Os grotescos
Leurs jambes pour toutes montures,
Pour tous biens l'or de leurs regards,
Par le chemin des aventures
Ils vont haillonneux et hagards.
Le sage, indigné, les harangue;
Le sot plaint ces fous hasardeux;
Les enfants leur tirent la langue
Et les filles se moquent d'eux.
C'est qu'odieux et ridicules,
Et maléfiques en effet,
Ils ont l'air, sur les crépuscules,
D'un mauvais rêve que l'on fait;
C'est que, sur leurs aigres guitares
Crispant la main des libertés,
Ils nasillent des chants bizarres,
Nostalgiques et révoltés;
C'est enfin que dans leurs prunelles
Rit et pleure - fastidieux -
L'amour des choses éternelles,
Des vieux morts et des anciens dieux!
- Donc, allez, vagabonds sans trêves,
Errez, funestes et maudits,
Le long des gouffres et des grèves,
Sous l'oeil fermé des paradis!
La nature à l'homme s'allie
Pour châtier comme il le faut
L'orgueilleuse mélancolie
Qui vous fait marcher le front haut,
Et, vengeant sur vous le blasphème
Des vastes espoirs véhéments,
Meurtrit votre front anathème
Au choc rude des éléments.
Les juins brûlent et les décembres
Gèlent votre chair jusqu'aux os,
Et la fièvre envahit vos membres,
Qui se déchirent aux roseaux.
Tout vous repousse et tout vous navre,
Et quand la mort viendra pour vous,
Maigre et froide, votre cadavre
Sera dédaigné par les loups!
Paul Verlaine
sábado, 6 de junho de 2009
Fragmenta Azorica metrica - I
nubiferas; nam bruma illas tegit atque occultat.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Ilhéus ΙII - laetum in temporem redire
Ὦ ἀγλαὴ Φύσι με τοῦ καλοῦ μῆτερ δέχου.
Somente procuro um pouco de sombra
sob o verde sempre viçoso da faia em flor,
entre o contínuo chilrear de alegres pardais
e o esporádico grito estridente do negro melro.
Por leito, o fofo esfagno aromático, suavemente aspergido,
onde um dia, respirando o telúrico silêncio da ilha,
a teu lado me deitei envolvido na perfeição
de um amor sem raias.
domingo, 17 de maio de 2009
Verba Aliena VIII - Sossego
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O cristal
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Fragmentum IV
sábado, 9 de maio de 2009
Num postal
Que guardes no coração um pouco de bruma misturada com sol incerto, e no olhar, derramado até ao mar, um pouco de tanto verde cobrindo o basalto negro destas minhas ilhas.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Fragmentum III
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Não é poesia
Pois se sou indigente na forma;
E a dizer-me poeta não me atrevo
Pois se me é ignota a norma.
Não sou Vergílio, não sou Nemésio;
A mim não me tocou o Génio.
E às palavras traz-me o coração:
Sem ele, em mim, é o engenho vão.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Carta em tradução adaptada.
Adaptado do original Le mouvement des marées, de Daran.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mots d'autrui V - La Débauche
domingo, 1 de março de 2009
Verba Aliena VII - Os maldizentes
y es querer atar las lenguas de los maldicientes lo mesmo que querer poner puertas al campo.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Fragmentum II
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Sous le froid perçant de mon tombeau
Sous le froid perçant de mon tombeau
Lembrar-me-ei delas esguias
Sous le froid perçant de mon tombeau
Delas quentes deslizando, ou frias
Sous le froid perçant de mon tombeau
Delas frenéticas sobre mim, ou vagarosas
Hardies sur mon corps gonflé de vie!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
sine arte
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Que país este
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fragmentum I
domingo, 18 de janeiro de 2009
Verba Aliena VI - Os estranhos
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Spes
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Enough
I embrace the dreaming
But time to time I beach myself on the shores
Of desperation
Still I’m pregnant with hope, and I’m saintly with faith
Cos you got me breathing,
There’s no limitation for those who have love
It goes beyond believing
But if I don’t insist, I might drown, and miss the completion
I’ve walked alone for too long on my own to have bliss,
Escape me….
I hold your love,
But is that enough?
I covet him, like a child and a wish
While these wounds are weeping
And I close my eyes, and he’s there by my side
But I cannot be held in the arms of a ghost
But if I don’t insist, I might drown, and miss the completion
I’ve walked alone for too long on my own to have bliss,
Escape me….
I hold your love,
But is that enough?
Carla Werner
sábado, 27 de dezembro de 2008
Ilhéus II
Encarcerando a alma sob um céu vazio.
São na cidade os contornos de betão defuntos,
Nas ruas que o Belo há muito desertou.
São os espinhos da coroa de um amor insatisfeito
Que nada redimem e tudo corrompem.
É a bruma que esconde todos os horizontes.
É o que nos mata antes da Morte.
É a solidão.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Amhrán
sábado, 6 de dezembro de 2008
Fora a cidade, dentro a ilha
(o itálico neste texto não corresponde a palavras de outrem.)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
An t-aisling
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Vergílio Ferreira
Toda a solidão do mundo entrou dentro de mim. E no entanto, este orgulho triste, inchando - sou o Homem! Do desastre universal ergo-me enorme e tremendo. Eu.
Vergílio Ferreira, in Alegria Breve
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Ilhéus I
Ondulam acariciadas
Pela doce brisa de Eros.
Sur l'herbe drue, nourrie par le sol volcanique, nous étendrions nos corps alourdis par le chagrin.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Horizonte em sangue
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Um desafio
Artista: Sigur Rós
2. Descreve-te: "hjartað hamast (the heart pounds)"
3. O que as pessoas acham de ti? "við spilum endalaust (We play endlessly)"
4. Como descreves o teu último (antes do actual) relacionamento? "gobbledigook" (sem tradução, eu chamar-lhe-ia Prankster boy)
5. Descreve o estado actual da tua relação amorosa: "viðrar vel til loftárása (good weather for airstrikes)"
6. Onde querias estar agora? "svo hljott (so quiet)"
7. O que pensas a respeito do amor? "inní mér syngur vitleysingur (inside me a lunatic sings)"
8. Como é a tua vida? "saeglópur (a lost seafarer)"
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "hoppípolla (jumpin' puddles)"
10. Escreve uma frase sábia: "ágaetis byrjun (an alright start)"
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Um concerto
domingo, 2 de novembro de 2008
La vague
sábado, 25 de outubro de 2008
A estética das palavras
cosin n-athir dia chathir,
sáib sí céni i m-bith ché
co m-bu haithbe nad búe.
Irlandês Antigo, excerto de A Viagem de Bran.
Wearð him on Heorote to handbanan
wælgæst wæfre; ic ne wat hwæder
atol æse wlanc eftsiðas teah,
fylle gefægnod.
Inglês Antigo, excerto de Beowulf.
Naddhristir, ák nesta
norn til arfs of borna.
Þigg, Auða konr, eiða,
eiðsært es þat, greiða.
Nórdico Antigo, excerto de Saga de Egil
Pwyll Pendefig Dyfed a oedd yn argwydd ar seith cantref Dyfed. A threiglweith ydd oedd yn Arberth, prif lys iddaw, a dyfod yn ei fryd ac yn ei feddwl fyned i hela.
Galês Medieval, excerto de Mabigonion
Hyvinpä ko'issa kuuluit, tyttönä ison ko'issa;
hyvin kuulu kuun ikäsi miniänä miehelässä!
Finlandês, excerto de Kalevala
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A vida de X
(A todos os que lerem e o possam pensar: X não sou eu, ou nem sempre, ou não exactamente, ou talvez nunca.)
Auch fühlt er sich fremd in unserer Zeit; als gehöre er zwar zu meiner Familie, aber überdies noch zu einer andern, ihm für immer verlorenen, ist er oft unlustig und nichts kann ihn aufheitern.